A história dos Talheres

A origem dos utensílios utilizados a mesa

Até o século XI quase todas as pessoas comiam com as mãos. Os mais educados eram aqueles que usavam três dedos para levar o alimento à boca. Naquele século, Domenico Selvo, membro da Corte de Veneza, casou-se com a princesa Teodora de Bizancio. Ela trouxe no enxoval um objeto pontudo, com dois dentes, que usava para espetar os alimentos e levá-los à boca.

Esse primeiro garfo foi considerado uma heresia.

Naquela época o conceito era que o alimento fornecido por DEUS era sagrado e deveria ser comido com as mãos.

Todavia pouco a pouco, membros da nobreza e do clero foram adotando os talheres, considerados como utensílios para manipular e facilitar o ato de se alimentar, mas o hábito demorou para se tornar aceito pela população da época.

Com mais dentes, o espeto só se tornou popular no século XIX.

Já a faca é o mais antigo dos talheres, pois foi o homo erectus quem criou o primeiro objeto cortante, feito de pedra, para caça e defesa.

Na idade do Bronze, por volta de 3000 a.C., a faca passou a ser feita com metal e utilizada para descascar frutas.

O primeiro a sugerir que cada homem deveria ter um talher para ser usado exclusivamente à mesa foi o cardeal francês Richelieu, um fervoroso defensor das boas maneiras, isto ocorreu por volta do ano de 1.630.

Registros históricos mostram que as primeiras colheres do mundo eram de uso coletivo e pareciam com conchas. Foram encontradas em escavações, objetos semelhantes as colheres, provavelmente com mais de vinte mil anos.

No Brasil, o talher desembarcou na bagagem dos portugueses no século XVII.

A prataria, no entanto, ficava guardada e não era colocada em uso. Os portugueses usavam o dedo polegar, o indicador e o dedo médio como talheres da mesma forma que os árabes.

Muitos modos à mesa remontam à época pré-talher, entre eles a obrigação de chegar às refeições com as mãos limpas.

Nos dias atuais houveram modificações, os talheres são feitos de metal, plástico, madeira, prata e ouro, mas a função continua a mesma.    

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