Preparativos para o Casamento

Como se preparar espiritualmente para o casamento?

Falar de um assunto tão importante como esse, pelo prisma espiritual, sem consultar o “manual do fabricante humano”, a Bíblia Sagrada, é impossível! Então, vamos lá!

O Senhor Deus disse: “Não é bom que o homem esteja sozinho. Farei alguém que o ajude e o complete”, conforme o livro de Gênesis, capítulo 2, versículo 18, versão NVT (Nova Versão Transformadora – Editora Mundo Cristão).

Mais à frente, no mesmo capítulo, no verso 21 até 24, diz:

“Então o Senhor Deus o fez cair num sono profundo. Enquanto o homem dormia, tirou dele uma das costelas e fechou o espaço que ela ocupava.

Dessa costela o Senhor Deus fez uma mulher e a trouxe ao homem.

“Finalmente!”, exclamou o homem. “Esta é osso dos meus ossos, e carne da minha carne! Será chamada ‘mulher’, porque foi tirada do homem.”

Por isso o homem deixa pai e mãe se une à sua mulher, e os dois se tornam um só.”

 Esta pequena passagem bíblica é muito rica de informações a respeito do casamento e do que o Senhor Deus planejou para o sucesso de uma união entre um homem e uma mulher.

Observem que na criação de todas as coisas, ao completar cada obra, havia a aprovação de Deus para cada detalhe. No entanto, após a criação do homem, imediatamente o Criador constatou que não era bom deixar o homem só. Era necessário completar a humanidade com uma ajudadora, uma parceira, uma companheira para o homem, para que a célula mater da sociedade surgisse, ou seja, a família, conforme afirmou Rui Barbosa.

E por que será que para criar a mulher Deus fez o homem cair num sono profundo? Sem “viajar muito na maionese”, creio que se Deus permitisse que o homem criasse sua própria companheira, ela não seria tão perfeita e tão adequada. Por isso, a necessidade da primeira “anestesia” – o sono profundo -, onde não há racionalidade humana.

E por que será que Deus usou a costela do homem para formar a mulher? Por que não um pedaço do cérebro ou dos pés? Alguns estudiosos das Sagradas Escrituras dizem que, se Deus tivesse formado a mulher da cabeça do homem, ela poderia querer dominar o homem, ou ainda, se fosse de um pedaço dos pés, o homem poderia subjugar a mulher, “pisando” nela.

Mas, ao formar a mulher de uma das costelas do homem, Deus ofereceu ao homem alguém que andasse lado a lado com ele, que fosse sua companheira e o ajudasse em todas as tarefas e decisões que tivesse que tomar. E é engraçado quando vamos ao dicionário pesquisar o significado da palavra “costela”, o que encontramos num dos sinônimos?

Costela: Esposa, mulher, cara-metade (Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa – 1986 –  2ª edição – Editora Nova Fronteira).

E, por fim, qual o segredo do sucesso de um casamento?

“…Por isso o homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher, e os dois se tornam um só.” (Gênesis 2, versículo 24)

Sim! É o velho ditado: “Quem casa, quer casa”!

Para se casar, tanto o homem quanto a mulher devem deixar a casa de seu pai e de sua mãe, unir-se ao seu cônjuge tornando-se um só e formar uma nova família.

Casamento é uma união, um acordo, um contrato que deve ser estabelecido e planejado pelo casal, com a ajuda de Deus, e mais ninguém, pois os preparativos para essa união, não são apenas todos os planos e custos para a grande festa do casamento, onde, é claro, tanto os pais da noiva quanto do noivo podem e devem colaborar.

Casamento é um ajuste de mentes, de ideias, de pensamentos de duas pessoas que devem estar de acordo.

Acaso duas pessoas podem andar juntas se não estiverem de acordo? (Amós 3:3)

É melhor serem dois que um, pois um ajuda o outro a alcançar o sucesso. Se um cair, o outro o ajuda a levantar-se. Mas quem cai sem ter quem o ajude está em sérios apuros. Da mesma forma, duas pessoas que se deitam juntas aquecem uma à outra. Mas como fazer para se aquecer sozinho? Sozinha, a pessoa corre o risco de ser atacada e vencida, mas duas pessoas juntas podem se defender melhor. (Eclesiastes 4: 9-12).

Não é fácil a vida de casados, mas é completamente estimulante e um grande e maravilhoso aprendizado!

Por Magda Blandino Paladini

Contato: cmpaladini@uol.com.br

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