‘Vivências na natureza: (re)descobrindo as áreas verdes’

Especial – Dia da Natureza

2019 passou tão rápido! E o final do ano se aproxima, já nos instigando a pensarmos em uma programação de Reveillon, nos dias que antecedem ou já em 2020. Vale estar com a família, com os amigos e até só (curtindo de forma pessoal e intransferível nossa proposta zen). O importante é curtir, repensar, planejar-se e/ou…silenciar, experienciar, divertir-se, aprender, vivenciar, relaxar e interiorizar boas vibrações vindas dos recantos, cantos e encantos da natureza!

Experiências diretas em áreas verdes nos proporcionam sensação de bem-estar, afloram nossos sentidos e percepções, tornando nossas vidas particulares e coletivas mais dinâmicas, intuitivas, altruístas e conectadas com outras pessoas e outros seres vivos, como as plantas, animais e fungos, em uma rede equilibrada de ciclos, belezas, benfeitorias e respeito mútuo, além de aprendizado sobre as características da área.

Mesmo na área urbana necessitamos (re)descobrir as áreas verdes, tão importantes para nossa sobrevivência, sejam praças, parques, jardins ou até árvores plantadas nas calçadas, que nos ofertam conforto térmico, frutos e belas flores com seus perfumes, atração de fauna, como pássaros e insetos, e nos permitem ‘fugir’ do caos cotidiano, em um processo de ‘esvaziar’ a mente de situações negativas, florescendo, assim, boas sensações e ações de bem-estar e qualidade de vida.

Áreas de proteção ambiental, como Unidades de Conservação, são refúgios com visitação controlada (acesso permitido com guias ambientais apenas) em que há nascentes de rios, fauna e flora exuberantes e belas paisagens. Como dica, perto de nós, no Grande ABC/SP, há em Santo André, o ‘Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba’, na Vila de Paranapiacaba, composto pelo bioma Mata Atlântica e nascentes que formam a represa Billings, que abastece a região metropolitana de São Paulo. Vale visitar qualquer uma dessas áreas protegidas – o Brasil todo tem – cada uma com suas especificidades e bioma – de forma responsável e ajudar na geração de renda de comunidades do entorno, a partir do turismo e na conservação, por meio de atividades de Educação Ambiental orientadas.

‘Banhos de parque ou de floresta’, que são caminhadas, imersões de aprendizagem e contemplação, também são recomendados como antidepressivos, pois baixam os níveis de estresse, devido benefícios físicos e mentais, melhorando o humor, aumentando a energia e acelerando processos de recuperação de doenças.

As vivências diretas na natureza, que explorei abaixo, para serem proveitosas e estimulantes, podem seguir estágios de desenvolvimento com atividades direcionadas, que conheceremos a seguir, baseados em Joseph Cornell.

Estágio 1 – Despertam o entusiasmo e harmonizam a convivência em grupos e indivíduos, por meio da alegria e descontração com brincadeiras que estimulam superação de passividade, requerem atenção, estabelecem relações com líderes, criando envolvimento entre todos;

Estágio 2 – Concentram a atenção, favorecendo a receptividade e ampliação dos sentidos, pois canalizam o entusiasmo despertado no estágio anterior, acalmam a mente, desenvolvem a habilidade de percepção e receptividade para as próximas experiências;

Estágio 3 – É a experiência direta em si, com fomento à percepção, aos insights, em um processo de descoberta pessoal, de encantamento pela natureza, melhora nas relação entre as pessoas, ampliação da consciência de unidade que une todos os seres e cria postura não hierárquica entre as pessoas e a natureza;

Princípio 4 – Compartilhar a inspiração, de forma a criar vínculos, reforçar o sentido de união e de fortalecer experiências pessoais.  

Os sentimentos trabalhados nas vivências são mais encantamento, maravilhamento, alegria, paz e menos desconfiança, insegurança, medo, vulnerabilidade e fragilidade! Você não esquecerá jamais, garanto que sua vida pode mudar a partir dessas descobertas com ajuda da natureza!

Pareceu complexo? Você pode realizar ações mais simples e tanto quanto benéficas na época das férias e festas, silenciando na natureza, ou seguindo as próximas dicas com as crianças, adolescentes e adultos, com as atividades prontinhas para gerar diversão e aprendizado, que indico a seguir, utilizando elementos naturais (lembrem-se: não devemos arrancar folhas e flores e, sim utilizarmos apenas o que está disponível, como folhas soltas caídas ao chão):

– Piquenique e brincadeiras antigas no parque: comidinhas saudáveis e  brincadeiras, como bola, peão, corda, bolha de sabão, de preferência com pés descalços…;

– Explorando o jardim: ensinar a cuidar do jardim, além de brincar de fazer comidinhas com barro, água e cultivar uma horta;

– Montar figuras e quadros a partir de pedrinhas, folhas e flores coletados do chão;

– Fazer tinta de terra com diferentes nuances de cores;

– Fazer uma mandala de flores, pedrinhas e folhas.

Desejo a todos, um ano repleto de boas experiências na natureza e tão resiliente o quanto ela nos ensina a sermos!

 

Carolina Estéfano

Bióloga, Gestora Ambiental e Mestranda em Análise Ambiental Integrada.

Atuação na gestão pública e no terceiro setor na área socioambiental.

 

Caminhos Coletivos: educação e gestão socioambientais

Realizamos vivências na natureza! Contacte-nos!

carolinaestefano@hotmail.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *